16/05/2022
Créditos da imagem: Agência Brasília
Contagem regressiva para receber a casa própria

Foram anos de espera, mas finalmente a vendedora Vânia Fernandes, 53 anos, alcançou o sonho da casa própria. Se tudo der certo, em três meses ela estará dentro da tão sonhada moradia, no Residencial Cecília Meireles, em Samambaia. Trata-se de um dos quatro condomínios populares que estão sendo finalizados na cidade, por meio de parceria firmada entre cooperativas habitacionais, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) e o governo federal.

 

Em Samambaia, além do Condomínio Cecília Meireles, na QR 614, estão prestes a ser entregues outras 54 unidades do Residencial Antônio Menezes, na QR 317. Para 2023, está prevista ainda a conclusão dos residenciais IBVS e Vallentina Morais, respectivamente situados nas QR 311 e 412. Ao todo, serão 255 unidades, que variam de 48 m² a 57 m².

 

“Devo pegar as chaves do meu apartamento no fim deste mês. Estou maravilhada, até chorando, porque pagar aluguel tanto tempo fica difícil”, comenta, feliz. “Tentamos várias vezes e, graças a esse programa social, finalmente conseguimos realizar nosso sonho”. Ela se refere ao subsídio oferecido pelo GDF dentro de política habitacional que visa ampliar a oferta de moradia para pessoas de média e baixa renda. De acordo com o diretor-presidente da Codhab, João Monteiro Neto, ampliar a oferta de moradia e reduzir o déficit habitacional integram as políticas do órgão. Nesse sentido, uma das principais ferramentas do GDF no setor é o programa Morar Bem, vinculado ao programa Casa Verde e Amarela, do governo federal.

 

Na prática, funciona assim: a Codhab destina lotes para as cooperativas de vários segmentos da sociedade, a exemplo de entidades como Correios, servidores da saúde e educação, e estas escolhem as construtoras que vão executar o empreendimento, financiado pela Caixa Econômica Federal.

 

“É uma forma mais que direta de atendimento às demandas da comunidade dentro da política habitacional estabelecida pela Lei nº 3.877, que destina 40% dos empreendimentos para as cooperativas”, comenta o diretor-presidente do órgão, João Monteiro Neto. “O pagamento do imóvel é todo financiado pela Caixa Econômica Federal”.

 

Os apartamentos de dois quartos contam ainda com sala, cozinha, área de serviço e banheiro, em prédios com guarita, bicicletário, dependência do zelador, terraço, gás encanado e vagas de garagem. Foram gerados cerca de 220 empregos diretos e indiretos por obra. Todos os contemplados foram atendidos por meio de inscrições feitas na Codhab.

 

Moradora de Sobradinho, a professora Maria Aparecida Gonçalves está feliz por ter conseguido comprar um imóvel do outro lado da cidade. “Vale a pena pelo fato de sair do aluguel”, comemora. “É uma oportunidade até pela forma de financiamento, mais facilitado. A entrada não era tão alta”. conta.

 

Lúcio Flávio, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

Autor: Agência Brasília